terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Hoje

Hoje eu me vejo sozinho, não que eu esteja realmente sozinho, mas eu me vejo assim. Hoje eu me vejo sem nada, com apenas uma lagrima de esperança. Hoje eu já não me vejo. Hoje eu sou um só, um desejo. Olhos de piedade, olhos que não vê. Vozes que ressoam, mas não emitem som algum. Minha única sede é de palavras. Meu único vício são mãos aflitas e olhos frenéticos por informação. Hoje é algo que já não vejo mais. Não mais.
Pausa, sentimento. Minha vida se resume em palavras. À de agora: medo. Sinto medo da maior parte em mim, da parte que não conheço. Porque hoje nada é latente de sentido. Tudo é desconhecido, desprovido de esperança. Sinto falta. Minha infância. Hoje eu disse te amo, eu disse tchau, amanhã o farei novamente, tudo igual.
Hoje eu sinto medo do desconhecido, apenas sinto só isso, mais nada.

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