Saboreia pela ultima vez, doce gozo causado pelo vento, sente, sente, chora,
O desejo latente, simbiose de cores: era o que dizia, lagrima seca, fria,
Saudades tos tempos de outrora, olhava pra orla, mar, vento, agora,
O poeta morto corria entre: o cheiro de sal, terra e maresia, sonhas, adora.
Aquele que jaz com os ventos buscou o cheiro da flor, sonha com a glória,
Ele que viveria para sempre, e vive, reproduz palavras sem sentido, ora,
Como em uma batalha de sorrisos e gentilezas se curva ao mar,
Segundo ele a nobreza, vento, beleza, ondas, ai que beleza, sorria e sorria.
Lembro-me como ontem, sonhos com: lobos, macacos e elefantes,
Eu perguntava: o que isso tem a ver com o mar, ele me olhava, respirar,
E como numa canção começava a sussurrar: liberdade, criança, liberdade,
Inventava uma prosopopéia de contos e lendas, eu sonhava, sorria e entendia:
Nada é como parece ser, olhos são tudo, mas cuidado com o que ver.
Era doce, vento maresia, ele dizia que era sua nova mania, e que no mar,
Se não morresse, renasceria, desejava a sorte de escolher como partir,
Mas com versos de sombra e desejo, com ou sem medo, descobriu sua menina,
Como ele costumava dizer: sem prosa, sem poesia, sem rima, pois o que o mar ensina,
E ser livre com o vento eu serei, mas pra sempre, minha menina, te amarei.
quarta-feira, 21 de outubro de 2009
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Este comentário foi removido pelo autor.
ResponderExcluir