quinta-feira, 11 de junho de 2009

Cor, Felicidade e Amor.

A gente espera por algo. A gente espera por alguém. A gente espera. A gente sempre espera. Sempre espera por: uma flor, uma nota musical, um som, uma palavra, um riso, um beijo, um sonho, um toque, um carinho, uma gentileza. Esperamos pelo melhor. Desejamos o melhor. Nada é fácil. O ontem, por ter que deixar pra trás, o agora, porque daqui a pouco vai virar ontem e por mais feliz que seja a gente não pode segura-lo por muito tempo e o amanhã, que a gente apenas espera sem saber se é bom ou ruim, só precisa acontecer.

Uma cor, ou melhor, aquela cor, ou ainda, essa cor. A cor da felicidade. Ela está no branco dos dentes e no vermelho dos lábios em um sorriso, no verde da grama, no azul do céu e branco esfumaçado das nuvens quando deitamos para olhar as formas que as nuvens tomam. E nesses momentos esquecemos da espera.

Eu tive mais um sonho: uma palavra, quatro letras. Amor. Sim! Amor, o meu amor, o seu amor, o nosso amor. Um amor não é único, não é especial, não é mais que um sentimento, mas é meu. Entre nuvens com formato de coelhos, entre sorrisos desbotados de fotografias antigas. Meu amor.

Eu tive outro sonho, nesse sonho tudo era tão explicito tão claro, eu descobri que a felicidade não tem cor, ela não tem forma, ela não está na gente, a gente apenas sente, é uma sensação: uma comichão na barriga, uma quantidade um pouco maior de lagrima nos olhos, uma vontade imensurável de sorrir e ao mesmo tempo de gritar. A felicidade você apenas sente.

A gente espera tanto pelas coisas, que a gente esquece da cor da manhã, da chuva, de como é bom correr na chuva, do sol frio do amanhecer. As cores não é exatamente a materialização da felicidade, mas serve para lembrar que existe felicidade. Ela está lá. Apenas um sentimento, uma palavra, quatro letras. Amor. Não espere, apenas sinta.

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